Date Archives abril 2021

Não seja um robô

Não seja um robô. Nada contra, tenho até amigos que são. =)

Vou ser um pouco repetitivo nessa publicação, pois acredito que esse assunto de cara já ajudou, em pessoas, o número de dedos que tenho nas mãos. E essas são apenas as que me deram feedback em 4 dias.

Esqueça as fórmulas prontas e receitas de bolo que tentam te empurrar. Na verdade, guarde-as para usar depois que entender uma coisa bem simples:
Pessoas falam com pessoas.
Não adianta ler “As armas da persuasão”, de Robert Cialdini para encher um texto de gatilhos mentais sem antes entender isso.

Você precisa de uma história. Você precisa mostrar a conexão do que está escrito com o seu leitor.

Alimente o seu texto com fatos, exemplos e aplicações do cotidiano. Mostre o caminho para aquilo tudo e quando tudo isso der certo, use os gatilhos.

Até porque eles não são a massa do bolo, mas sim a decoração.
Comece por você. Recomendo o texto de ontem e o de segunda, sobre perspectiva.

Se achar mais fácil, acesse o meu blog para ler e salvar o conteúdo. O link está na bio.

Mas apenas comece.

Como escrever sobre si

Uma das maiores dificuldades que eu percebo nos meus clientes é que eles não sabem escrever sobre si mesmos.

Na verdade, essa é uma tarefa super complexa. Pensa comigo, 99% do tempo (a não ser que você esteja na frente de um espelho), você não se vê e está acostumado a interpretar e pensar sobre o que percebe ao seu redor. Raramente você para na frente do espelho e percebe, naquele momento, quem é você.

Uma coisa que eu gosto de fazer é uma adaptação da técnica de mindfullness. Basicamente o que essa técnica faz, é deixar a sua mente em um estado de atenção e consciência plena ao presente. Mas como isso pode ser usado para falarmos sobre nós mesmos?

A gente só precisa se atentar aos detalhes das nossas relações. Eu sou filho, irmão, namorado, amigo, genro, cunhado, prestador de serviços, aluno… Quais características positivas eu posso extrair de cada relação? Ficou difícil? É só perguntar para essas pessoas.

E você não precisa ter vergonha de assumir seus adjetivos. Nunca subestime o que você faz de bom. Nunca julgue as suas qualidades.

Tá vendo a imagem do post? É assim que a gente se percebe, quando não paramos pra entender sobre nós mesmos. Quase como uma névoa ao redor da nossa cabeça, que não nos deixa perceber quem somos.

Elimine isso. Aprenda a se conhecer, como você conhece os outros.

Aproveite.

Você não nasce criativo. Você se torna.

Você não nasce criativo. Você se torna.

É claro que todos os acontecimentos da nossa vida moldam as nossas habilidades. Crianças que são incentivadas a realizar tarefas criativas como ler, desenhar e tocar instrumentos musicais, vão ter uma facilidade maior com a criatividade no futuro. Assim como aquelas que são incentivadas ao esporte terão mais facilidade para gostarem de atividades físicas.

Mas o ponto importante aqui, é falar sobre você, que não se acha criativo e pensa que isso é um dom de outro mundo, que não teve o ticket premiado quando nasceu.

Acontece que a criatividade é uma habilidade como qualquer outra. Se você tocar um piano por apenas 1 hora, não terá grandes resultados, mas começa a perceber essas diferenças depois das 100, 1.000 e até 10.000 horas de práticas.
Só que ser criativo não é algo palpável. Você não pode pegar um instrumento ou um treino específico e fazer todos os dias por 1 hora a fim de se tornar criativo. Isso não existe, pois é um treinamento da sua consciência.

Criar melhor está diretamente associado à forma como você percebe o mundo e as referências que possui. Assista mais filmes, ouça mais músicas, entenda mais sobre tudo que estiver disponível. Agradeça por ser um humano vivo durante a era da internet. Nossos antepassados não tiveram acesso à quantidade de informação que a gente tem.

Você já deve ter ouvido a frase de Lavoisier nas aulas de química do colégio que “Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, é assim com a criatividade.

A partir de hoje, não associe criatividade com invenção, mas sim com a capacidade de transformar o que você sabe, em algo único.

Sobre tomada de decisão e o paradoxo da escolha

Sobre tomada de decisão e o paradoxo da escolha:

A partir do momento que você decide colocar os pés no meio digital, precisa estar preparado para enfrentar diversas escolhas que deverão ser feitas quase que todos os dias.

Vou brevemente contar a história mais contada nas aulas de negócios quando se fala de paradoxo da escolha: o exemplo das geleias.

Um supermercado fez um teste, para comparar a relação entre o número de sabores disponíveis com o número de vendas. Em um primeiro momento, foram expostos 24 sabores de geleias, que de cara atraíram muitas pessoas. Na segunda fase, apenas 6 sabores chegaram às vitrines, atraindo menos pessoas.

O número de vendas subiu apenas 3% com o primeiro teste, enquanto que com o segundo subiu 30%. Mas por que isso acontece?

Existe uma relação entre liberdade e felicidade muito conhecida, mas a liberdade também faz com que precisemos tomar mais decisões. É aí que entra o problema.

A partir do momento que temos muitas escolhas, entramos em um processo de paralisia, pois não sabemos o que decidir. As decisões tornam a vida mais complexa, diminuindo a nossa felicidade. Isso se percebe em número de vendas, pois o consumidor precisa pensar muito na hora de efetivar a compra e acaba desistindo, pois não consegue entender qual é a melhor decisão a ser tomada e qual o melhor benefício.

A dica, seja para a vida ou para as vendas, é muito tranquila: simplifique.

Simplifique as suas tomadas de decisões, assim como a de seus clientes. É por isso que você nunca vai ver um produto de alta conversão com mais de 3 opções para o cliente escolher.

Diminua o número de alternativas e coloque os prós e contras das opções lado-a-lado para fazer uma comparação. Não deixe a sua mente lhe enganar.

Confie na sua experiência, mas priorize o que você sabe e as informações que possui.

Você tem perspectiva?

Você tem perspectiva?

A gente nunca pensa nessa palavra como a representação tridimensional de algo. Os dicionários falam em consistência e profundidade das figuras.

Alguns anos atrás eu conheci uma grande figura do mercado de marketing digital.

Ele é super influente e já fez alguns milhões através da internet e lá estava eu, sentado, comendo delivery com esse homem.

Obviamente não sabia muito sobre mim, mas entendia sobre pessoas e isso deu para perceber logo nas primeiras frases que trocamos.

Mesmo sem me conhecer e nem precisar (até porque ele é quem ele é), se importou em saber um pouco mais de mim. Em entender o que eu pensava e buscava.

A busca, na verdade, é sempre complexa. A gente sempre sabe onde quer chegar, mas nunca sabe qual caminho correr. A vida é isso, na verdade.

Uma coisa que eu entendi naquele dia, é que temos medo da exposição. Ficamos imaginando o que os outros vão pensar sobre o que a gente fala, se temos o padrão de beleza do meio digital para aparecer em uma foto, se a nossa voz agrada os outros e até se somos capazes de fazer algo.

A verdade é que a gente é capaz de muita coisa. Não nos atentamos aos detalhes, mas se perceber todos os problemas que resolve no dia a dia, acaba trazendo conforto e poder para a nossa autoestima.

Mas o grande problema é que a vaidade até pode trazer resultados dentro de uma plataforma digital, mas será que ela traz a sensação de dever cumprido?

Não, relacionamentos fazem isso. Ajudar o próximo faz isso.

São as pessoas que compartilham histórias verdadeiras que veem o benefício.

Porque, como publicitário, aprendi no primeiro semestre da faculdade que pessoas não compram coisas, pessoas compram sentimentos. Pessoas compram de pessoas que possuem uma jornada por trás.

As ferramentas vão mudar, a plataforma vai mudar, o algoritmo vai mudar, a sua vida vai mudar, amigos vão mudar, mas a sua história… A sua história nunca muda. Ela só muda de plataforma.

Por isso não importa se você não tem os equipamentos necessários e a beleza que o algoritmo valoriza, isso na verdade são amplificadores.

Você ganha com perspectiva, visão de futuro e comunicação de verdade.

Por simplesmente ser você.

Uma carta aberta

Esse texto é uma carta aberta às pessoas que eu conheço e deixei de conhecer.

Sabe, faz tempo que eu queria conversar contigo. Como você tem passado?

Eu sei, a resposta é sempre “bem”, é o que eu uso também. Apesar de tudo que tem acontecido ao nosso redor, a gente sempre responde a mesma coisa. Eu não gosto de incomodar os outros com os meus problemas, te entendo.

Na verdade, tá tudo bem (de verdade) responder que está tudo bem. Ninguém é obrigado a contar os problemas para os outros, mas eu resolvi que precisava mudar algumas peças dentro da minha vida. To cuidando da alimentação e da minha saúde. Até a vontade de escrever voltou.

Comecei a me sentir estagnado nas últimas semanas e rodando por alguns sites de fotos encontrei essa placa de proibido estacionar. Será que é uma mensagem?

Não, é só uma foto em um site aleatório.
Espera! Aleatório? Aleatório é o resultado da loteria, não a minha interpretação em cima de uma foto!

Para e pensa comigo, você está aqui porque me conhece de alguma forma e desde que a gente se conhece, eu sempre gostei de falar e expor a minha opinião. Então cá estou, fugindo da multa.
Multa? Sim, a multa de estacionar. Estagnar. E mesmo assim, tá tudo bem (de novo) tomar essa multa. Todo mundo tem seu tempo

Confesso que demorou, mas eu precisava dar o primeiro passo, não é mesmo? Independente do que os outros vão pensar. Talvez até gostem!

Foram inúmeros clientes, jobs e projetos pra perceber que o meu maior ativo, sou eu mesmo.

Seja bem-vindo, sinta-se em casa (mas lembre-se que não está, não deixe estacionado), tire o sapato na porta.

Amanhã tem mais.